O Novo RH e Seus Desafios Na Transformação Digital

O Novo RH e Seus Desafios Na Transformação Digital

A tecnologia não substitui a atuação das pessoas, mas atua como facilitadora para torná-las mais estratégicas e menos burocráticas. Portanto, já que a transformação digital passa por promover uma ampla mudança estrutural, o RH precisa adotar um novo papel.

É preciso mudar a atuação da área – antes voltada para a prestação de serviços de contratação, avaliação e remuneração – para uma participação ativa na linha de frente das tomadas de decisão e estratégias para a construção e condução de um modelo de operação digital nas companhias, seja por meio de uma administração mais eficiente, seja pela contribuição na busca por oportunidades de inovação.

Para isso, a área precisa entender os problemas de negócio e como solucioná-los com as pessoas que integram a organização, apoiando-se na tecnologia para repensar formatos de atuação, aprimorar as equipes, descobrir e desenvolver novos talentos.

Além do Engajamento

Já que a transformação digital deve ser vista sob a perspectiva das pessoas e das mudanças culturais, as discussões estratégicas sobre a construção e condução do modelo de operação digital começa também no RH.

À medida que as empresas procuram se movimentar rapidamente, a autonomia e o empoderamento das pessoas e das equipes assumem um novo nível de importância. Afinal, as tomadas de decisão inteligentes de cada profissional geram valor para o negócio. 

A contribuição da área do RH para viabilizar isso dentro de uma companhia envolve, portanto, a criação de práticas, processos e comportamentos que, como pilares, sustentem verdadeiramente essa nova cultura.

Como exemplo de iniciativas que podem – e devem – ser estimuladas pela área está a criação de times multidisciplinares que atuam de forma colaborativa, em torno de um objetivo comum, e o incentivo à experimentação e inovação, promovendo um ambiente seguro e favorável para isso, onde problemas não são tratados com punição e sim como oportunidades de melhoria e de aprendizado contínuo. 


Diante de um cenário de crescimento acelerado dentro dessas companhias que passam por uma transformação digital, o RH novamente tem um papel fundamental. Mais do que trazer as pessoas certas, é preciso definir os perfis certos e preparar esses novos profissionais para integrá-los nessa nova cultura, que pode ser diferente de suas experiências anteriores. E não pára por aí: a área é também responsável por articular com a operação planos de retenção para esses profissionais.

A nova atuação do RH em tempos digitais passa também pela análise de dados para entender melhor os colaboradores e, assim, tornar as tomadas de decisão mais eficientes, refletindo em maior engajamento e performance. É o que chamamos de People Analytics.

O Itaú Unibanco é um bom exemplo de empresa que alcançou bons resultados com a mudança do RH.

Como Sergio Fajerman, Diretor Executivo de RH do banco, exemplifica a mudança de um modelo de comando e controle, burocrático e avesso aos erros, foi um desafio, mas o ambiente de autonomia, que considera problemas como oportunidades de aprendizado, foi fundamental para alcançar a agilidade e melhoria contínua que o digital exige.

Ou seja, o RH precisa continuar se adaptando e se reinventando, assim como toda a companhia, para suportar a mudança por meio de um foco intenso na cultura, no aprendizado, melhoria contínua e engajamento das pessoas que compõem uma organização. 

Para encontrar o modelo mais adequado para a sua realidade, estude estratégias de outras empresas, busque referências e construa a sua jornada de transformação. 


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Sócio Diretor de Performance da NEXO, Idealizar do Hub de Inovação REZET e Cofundador da Escola de Criatividade ThinkPlug. Cursou Publicidade e Propaganda pela Unifev e Graduou-se pela Anhembi Morumbi. Possui formação em Futurismo pela Perestroika, Inovação e Design Thinking pela ESPM e acumula Nanodegrees em Inovação, Co-Creation Thinking, Startup Style e UX. Atua há 7 anos no mercado digital nas vertentes de transformação e marketing, ministra palestras e workshops para empresas e centros educacionais, além de atender grandes corporações dos setores de tecnologia, varejo, imobiliário, educacional e social.

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