Fazer backup é tão essencial quanto escovar os dentes. Mas quase ninguém faz – em parte, porque é uma tarefa meio chata. O Google quer mudar isso com seu novo aplicativo: o Backup and Sync.

Você instala o programa no seu PC ou Mac, diz quais pastas ele deve copiar. E não precisa mais se preocupar com nada – o software manda tudo para o Google Drive. Ele também monitora as pastas, salvando automaticamente arquivos novos ou modificados.

Isso inclui sua área de trabalho, toda a pasta de documentos ou outros locais mais específicos. Ou seja, o backup será feito sem intermédio de nenhum software ou hardware. Já que é comum realizá-los por HD externos ou pendrives.

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Mas será fácil assim?

Parece muito bom, não fosse a capacidade e o preço para ter mais espaço. Primeiro, a própria capacidade do Google Drive. Ele só dá 15 gigabytes de espaço, o que pode não ser suficiente para fazer backup de todos os seus arquivos. Se você quiser mais capacidade, tem de pagar: o plano de 100 gigabytes custa 7 reais por mês, e o de 1 terabyte sai por R$ 35 mensais. Não é pouca coisa.

A outra questão são os termos de uso do serviço.”Quando você faz upload de conteúdo, você dá ao Google uma licença global para utilizar, hospedar, reproduzir, modificar, criar versões derivadas, comunicar, mostrar publicamente e distribuir esse conteúdo (…) Essa licença permanece mesmo se você deixar de usar os nossos serviços”. Ou seja: essencialmente, o Google poderá fazer o que quiser com os arquivos que você subir no Drive.

Inclusive ler o conteúdo deles. “Nossos sistemas automatizados analisam o seu conteúdo (incluindo emails) para fornecer recursos relevantes, como resultados personalizados para buscas, publicidade customizada e detecção de spam e vírus”. O que garante que o Google não compartilhará os dados do seu disco rígido?

Mas ler e-mails dos outros, é uma coisa já feita por outro serviço, o Gmail. Isso chegou a gerar certa preocupação no começo, mas não impediu que o Gmail se tornasse o maior serviço de e-mail do mundo, com mais de 1 bilhão de usuários.

Curiosamente, ele agora faz o caminho oposto: em junho, o Google anunciou que o Gmail não vai mais xeretar as mensagens dos usuários. E aí, o que vocês acham? Vão confiar seus dados ao Google?