Como Competir com Startups Usando a Transformação Digital?

Como Competir com Startups Usando a Transformação Digital

A transformação digital tem gerado benefícios inegáveis para toda a sociedade humana, e uma delas é a diminuição da barreira para empreendedores criarem negócios a partir de suas ideias. A transformação digital democratiza, flexibiliza e barateia tecnologias que antes eram restritas apenas a grandes empresas, mas que hoje ajudam as chamadas startups nascerem e, algumas vezes, mudarem totalmente o comportamento da sociedade. Quer um exemplo? Hoje é mais comum realizar uma ligação de um telefone público ou mandar uma mensagem de voz pelo Whatsapp?

Para Steve Blank, uma das maiores referências no assunto, uma startup é uma organização criada para encontrar um modelo de negócios que seja repetível e escalável, isto é, ela NÃO é uma versão menor de uma grande empresa com modelo de negócio já consolidado. Já Eric Ries, conceitua startup como uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza. Independente de como elas sejam descritas, uma coisa é fato: Elas possuem a capacidade de usar a tecnologia para crescer exponencialmente, atingindo diferentes partes do mundo com uma velocidade nunca antes vista. Isso tem assustado negócios tradicionais que não nasceram digitais e ainda possuem processos de negócios rígidos e pouco resilientes.

No entanto, empresas tradicionais não estão fadadas à extinção e podem se manter competitivas frente à explosão das startups em todo o mundo. Mas para isso, elas precisam entender e saber lidar com os desafios da transformação digital, incorporando modelos mentais (mindsets), habilidades (skillsets) e ferramentas (toolsets) fundamentais para isso.

A seguir apresentamos 3 estratégias para tornar uma empresa tradicional competitiva frente às startups. É importante ressaltar que toda mudança deve ser realizada de maneira planejada e envolvendo as partes interessadas no processo, evitando expor a organização a riscos que não precisariam existir:

1. Valide hipóteses, tanto para problemas quanto para soluções

Não há maior frustração para um negócio que criar um produto “inovador” (gastando tempo e dinheiro para isso) que se mostra totalmente desinteressante para o público. As pessoas não compram o produto em si, e sim a solução gerada por este produto. Uma prática comum para o mundo das startups e que pode ser incorporada por empresas tradicionais, consiste em validar:

1.1 Problema, ou seja, ver se ele realmente existe para o cliente e se é relevante a ponto de motivá-lo a resolver e;
1.2 Solução, ou seja, entender se o produto/serviço gerado é capaz de resolver o problema de maneira eficaz e diferenciada dos concorrentes.


2. Erre rápido e aprenda mais rápido ainda

Tradicionalmente o erro é encarado como um problema e é óbvio que errar não é algo prazeroso, porém, em algumas situações e de maneira controlada, ele é inevitável, é uma fonte de aprendizado mais eficaz que cursos, MBAs e consultorias.

Startups entendem que antes de investirem massivamente na criação de um produto ou serviço, é necessário criar protótipos baratos para grupos controlados de clientes que proporcionem aprendizados e insights para melhorias. É muito melhor errar no “treino”, do que no “final da copa do mundo”, então erre rápido e aprenda mais rápido ainda.

3. Seja enxuto e não burocratize

Parte da capacidade competitiva de startups está em sua maior velocidade de mudança de estratégia frente a situações não esperadas. Com uma estrutura e processos mais enxutos, elas conseguem responder mais rapidamente a riscos e oportunidades, adaptando-se a nível tático e operacional. Para empresas tradicionais, onde os processos, hierarquia, cultura e regras tendem a ser mais rígidos, a adaptação costuma demorar mais e, em alguns casos, vem apenas tarde demais. Assim, dentro do possível, as organizações tradicionais devem olhar para os seus processos e entender como manter apenas o que de fato gera valor, eliminando todo o resto que só toma tempo e gera risco para ela.

Esta são apenas algumas estratégias dentre muitas existentes. O importante é entender que a mudança é inevitável, mas que ela pode gerar bons frutos para a organização, caso ela assuma a responsabilidade de fazer a transição.

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